cheguei em casa agora há pouco depois de passar o dia (desde às 9h) procurando locações pro filme de um amigo, que vai ser filmado em janeiro e ele gentilmente me cedeu um lugar na equipe - como continuista, pfff.
fomos em vários pontos da cidade, o que gerou uma série de situações bizarras. highlights do dia:
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(no carro, vidros abertos, na agamenon magalhães, parando num sinal ao lado do segundo carro da equipe técnica)
três meninas felizes: the earth growing ooooooold... can't stop growinnnnnnnng ooooooooold...
lava-vidros #1: ei, passem os celulares aí, isso é um assalto, passa logo senão a gente atira.
motorista: heim?
duas meninas felizes: can't stop growiiiiiiiiiing ooooooooooold...
lava-vidros #2 (do meu lado do carro): passe aí o celular, o dinheiro, pode passar tudo senão eu vou te furar. [exibe um caco de vidro e coloca o braço pra dentro do carro]
eu: eu não tenho celular. [jogando a bolsa pro chão do carro, pensando no meu ingresso pro claro que é rock]lava-vidros #1: bora, rapaz, passa tudo aí, senão eu atiro!
*
uma menina feliz [em pensamento, ainda bem]: atira o quê? um jato d'água?*
lava-vidros #2: minha irmã, bora, véi, mostre aí o celular e passe aí celular e dinheiro, vai, vou pegar sua bolsa!
*sinal abre*
eu: meu filho, EU NÃO TENHO CELULAR [mentira] só tenho cigarro. QUER CIGARRO?
lava-vidros #2: mostre a bolsa aí. e não arraste o carro não senão eu te furo.
eu: tá, pera, mas eu SÓ TENHO CIGARRO.
*pego a bolsa, abro. três carteiras de cigarro + o livreto da conta do motel cobrindo o celular*
velho panfletando no sinal: vai embora, pô, vai embora!
*motorista finalmente arranca o carro*
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(mesmo grupo no mesmo carro, procurando a praça da caxangá e parando pra pedir informação)
eu: eiiiiiiiii, moça [moça nada, era uma senhora - eufemismo - vendendo tapiocas andando na rua]
senhora: diga
eu: sabe onde tem uma praça por aqui?
senhora: uma praça? praça? que é praça?
eu: a praça da caxangá, sabe?
senhora: .........ah, você tá indo pro lado errado, tem que voltar...
motorista: não, não é a praça da várzea.
senhora: né não? então... sei não de praça aqui não. como é o nome?
eu: praça da caxangá.
senhora: ah, então, você volta... ah, né várzea não?
motorista: não.
senhora: camaragibe?
motorista e eu: não.
senhora: praça da caxangá, é? vixe, sei não dessa praça... ah, só se for uma praça antiga que tem pro outro lado, voltando.
motorista: tá bom, brigado.
senhora: mas aquela ali não presta não.
motorista: é? por quê, como tá lá?
senhora: tá uma nojeira lá.
motorista: ah, nojenta, é? tá bom, brigado!
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(no zoológico)
placa grudada na gaiola das aves: SILÊNCIO, ESTOU CHOCANDO.
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(ainda no zoológico)
motorista: moço, sabe onde tem um cajueiro?
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(ainda no zoológico, na sala dos anfíbios e répteis)
menina feliz #1: ECA, que sapo FEIO!
instrutor: por que ele é feio? não fale assim dele! ele é um anfíbio, um animal como qualquer um!
menina feliz #1: NÃO, eu tenho nojo, olha como ele é horrível!
instrutor [pegando o sapo]: quer tocar nele?
menina feliz #1: NÃO!
instrutor [pegando o sapo]: vá, pegue, o nome dela é Cloti, vá, vá, pegue!
menina feliz #2 [toca no sapo]: ôoo, que fofinho!
menina feliz #1 [se encorajando, vai tocar no sapo. alguns instantes depois...]: AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH ELE SE MEXEU, ELE TEM OSSOS, EU SENTI O OSSO DELE, EU SENTI!!!!
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se a gente achou locações? pfff. claro que não.