Wednesday, November 30, 2005

beautiful. (lyrics for this trip i just made)

You pulled up and parked your El Dorado
We said "hi" and kissed with some bravado
I got out my camera and was laughing
Happy it was you I'm photographing

And we drove to the ferry
Like the cat and canary
I said, "Baby, it's scary
When it's so beautiful

Why does it hurt me
To feel so much tenderness?
Beautiful
You little wonder, you"

Maybe then I held your hand and kissed you
I know once I just hauled off and hit you

'Cause I can't even stand it
'Cause I don't want to end it
To be perfectly candid –
Baby, you're beautiful

Sometimes it hurts me
To feel so much tenderness
Beautiful
Wish you could see it, too

And all I have to do today
Is make you happy
The only thing you have to say
Is, "It's all lovely, baby"

Late that night, we checked into the Bellevue
Held you close, but, baby – couldn't tell you

And we stayed in our Calvins
And we swore we'd be best friends
And I looked through the zoom lens
And thought you were beautiful

Sometimes it hurts me
To feel so much tenderness
Beautiful
Baby, I'm dazzled
By the view
Beautiful
You don't need to tell me
I'm completely powerless
Beautiful
I wish you could see it, too
I wish you could see it, too
I wish you could see it, too
Baby, how I see you

***

(i can BE mad at you
but i never STAY that way)

Tuesday, November 29, 2005

come and rescue me

lá vai começar novamente. a velha vontade de parar o mundo até eu me reacostumar com ele. o retorno aos hábitos medíocres, a tudo que sempre me foi corriqueiro, ao mais do mesmo. na verdade, a parte de reacostumar ali é mentira. não queria ter que me acostumar a isso. queria a parte boa, por mais de 4 dias e meio. queria o inédito, mesmo que viesse do já conhecido. fez sentido? ah, então. porque eu acho que tudo na vida, pelo menos no quesito emocional, é uma questão de perspectiva: o que parece ser sempre o mesmo pode ser novo, outro, dependendo do ponto de vista.

o problema é que eu sou viciada no contato humano. nas relações. amizade, romance, até inimizade mesmo. gosto de sentir tudo até não ter mais por onde. e voltar pra rotina de trabalho/faculdade é a mesma coisa de voltar para um nada-que-não-me-oferece-nada-de-novo, e, nesse caso, independente de qual seja a perspectiva.

aliás, até toparia voltar. se não me faltasse o mais essencial dos contatos. é, eu tô enrolando pra falar só isso. saudade é foda, vai ser mais foda ainda, e parece que as coisas-como-elas-são não tem mais graça. oh, well. de volta ao mundo real. e empurrando ele com a barriga.

(i need back up)

roteiro de viagem

cheguei.

quinta (24/11) - jantarzinho incrível no outback. conhecer o apartamento fofinho de hospedagem e a cachorra mais linda do mundo.

sexta (25/11) - seqüestro matinal quase mal sucedido por conta de duas bocós que conseguem ficar presas pra dentro de casa. começar a sessão "viagem das compras". galeria ouro fino. primeiro de muitos almoços na mc donalds. chuvinha. descanso fofo.

sábado (26/11) - claro que eu fui:

- flaming lips: bolha espacial, serpentina, confetti e gente vestida de bichinho de pelúcia. músicas fodas, telão foda, produção foda, banda foda. foda, foda, foda. lindo.

- iggy pop: eu vi do telão do outro palco, esperando o sonic youth. i wanna be your dog 2x. foda. gente agarrando ele no degrauzinho do palco. foda. me senti até mal por não tar vendo ao vivão.

- sonic youth: o que é a kim gordon? só queria dizer isso. quase chorei em schizophrenia e teenage riot. quase morri do coração em bull in the heather e drunken butterfly. olhos arregalados e cabeça inclinada na grade dos fotógrafos. haja dor de pescoço. mas valeu a pena. ah, se valeu.

- nine inch nails: se o show tivesse sido só deles, eu já teria ido. mas quando veio a notícia das três anteriores, ofuscou um pouco a minha vontade de ver o trent. na hora do show, acho que fazia tempo que eu nao gritava ou dançava tanto - mesmo estando podre por ter chegado no lugar às 18h e serem 1h depois de muitos shows e alguns empurrões e cansaço e frio.

bella paulista, croissant e muita gente que eu amo sentada no mesmo lugar.

domingo (27/11) - finalmente conheci a benedito calixto. visitei a casa da erik!a palomino e nem usufrui das cervejas de graça. ah, e teve o cansei de ser sexy e o clipe de alala. ficou muito fofo. o show, pra variar, foi incrível, mas faltaram essenciais. bella, caderno rosa, cheesburguer com bacon enorme e lôca na hora da performance. ri horrores. set incrível, alala na pista, clima pesadinho, vontade de ir embora porque tava muito cheio. voltei dirigindo pra uma bebum com dor na bexiga. briga, briga, reconciliação.

segunda (28/11) - el ultimo dia. almoço cozinhado. mais compras, finalizando a rodada. moço, eu quero uma bota, eu quero uma bota, eu quero uma bota. galeria do rock. sem graça. arrumar a mala. odeio. engraçado como na ida quase que a mala nao fecha e na volta tinha o maior espaço, mesmo com muito mais coisa. ultimo jantar na mc donalds paulista. fazendo hora no estacionamento. sono.

madrugada de terça (29/11) - aeroporto. despedidas não desesperadas. hora de ir. amo tudo.

Monday, November 21, 2005

discussões no carro pós trauma

qual a melhor maneira de se livrar de um assalto?

- fingir que está tendo convulsões
- fingir que está sendo possuída
- fingir que não ouviu e fazer linguagem de sinais
- começar uma conversa evangélica (meu filho, não faça isso, está estragando sua vida, deus não quer isso pra você, deus é puro, jesus é seu futuro)
- dizer "celular? pfff. chegou tarde, meu filho. já levaram no sinal passado"

algo a acrescentar?

Sunday, November 20, 2005

i sipi ni livi i pí ili livi pirqui ni quí...

cheguei em casa agora há pouco depois de passar o dia (desde às 9h) procurando locações pro filme de um amigo, que vai ser filmado em janeiro e ele gentilmente me cedeu um lugar na equipe - como continuista, pfff.

fomos em vários pontos da cidade, o que gerou uma série de situações bizarras. highlights do dia:

***

(no carro, vidros abertos, na agamenon magalhães, parando num sinal ao lado do segundo carro da equipe técnica)
três meninas felizes: the earth growing ooooooold... can't stop growinnnnnnnng ooooooooold...
lava-vidros #1: ei, passem os celulares aí, isso é um assalto, passa logo senão a gente atira.
motorista: heim?
duas meninas felizes: can't stop growiiiiiiiiiing ooooooooooold...
lava-vidros #2 (do meu lado do carro): passe aí o celular, o dinheiro, pode passar tudo senão eu vou te furar. [exibe um caco de vidro e coloca o braço pra dentro do carro]
eu: eu não tenho celular. [jogando a bolsa pro chão do carro, pensando no meu ingresso pro claro que é rock]
lava-vidros #1: bora, rapaz, passa tudo aí, senão eu atiro!
*uma menina feliz [em pensamento, ainda bem]: atira o quê? um jato d'água?*
lava-vidros #2: minha irmã, bora, véi, mostre aí o celular e passe aí celular e dinheiro, vai, vou pegar sua bolsa!
*sinal abre*
eu: meu filho, EU NÃO TENHO CELULAR [mentira] só tenho cigarro. QUER CIGARRO?
lava-vidros #2: mostre a bolsa aí. e não arraste o carro não senão eu te furo.
eu: tá, pera, mas eu SÓ TENHO CIGARRO.
*pego a bolsa, abro. três carteiras de cigarro + o livreto da conta do motel cobrindo o celular*
velho panfletando no sinal: vai embora, pô, vai embora!
*motorista finalmente arranca o carro*

***

(mesmo grupo no mesmo carro, procurando a praça da caxangá e parando pra pedir informação)

eu: eiiiiiiiii, moça [moça nada, era uma senhora - eufemismo - vendendo tapiocas andando na rua]
senhora: diga
eu: sabe onde tem uma praça por aqui?
senhora: uma praça? praça? que é praça?
eu: a praça da caxangá, sabe?
senhora: .........ah, você tá indo pro lado errado, tem que voltar...
motorista: não, não é a praça da várzea.
senhora: né não? então... sei não de praça aqui não. como é o nome?
eu: praça da caxangá.
senhora: ah, então, você volta... ah, né várzea não?
motorista: não.
senhora: camaragibe?
motorista e eu: não.
senhora: praça da caxangá, é? vixe, sei não dessa praça... ah, só se for uma praça antiga que tem pro outro lado, voltando.
motorista: tá bom, brigado.
senhora: mas aquela ali não presta não.
motorista: é? por quê, como tá lá?
senhora: tá uma nojeira lá.
motorista: ah, nojenta, é? tá bom, brigado!

***

(no zoológico)

placa grudada na gaiola das aves: SILÊNCIO, ESTOU CHOCANDO.

***

(ainda no zoológico)

motorista: moço, sabe onde tem um cajueiro?

***

(ainda no zoológico, na sala dos anfíbios e répteis)

menina feliz #1: ECA, que sapo FEIO!
instrutor: por que ele é feio? não fale assim dele! ele é um anfíbio, um animal como qualquer um!
menina feliz #1: NÃO, eu tenho nojo, olha como ele é horrível!
instrutor [pegando o sapo]: quer tocar nele?
menina feliz #1: NÃO!
instrutor [pegando o sapo]: vá, pegue, o nome dela é Cloti, vá, vá, pegue!
menina feliz #2 [toca no sapo]: ôoo, que fofinho!
menina feliz #1 [se encorajando, vai tocar no sapo. alguns instantes depois...]: AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH ELE SE MEXEU, ELE TEM OSSOS, EU SENTI O OSSO DELE, EU SENTI!!!!

***

se a gente achou locações? pfff. claro que não.

Friday, November 18, 2005

music is my imaginary friend

ah, é, eu vi o cd do css na cultura pedindo pra ser comprado.
daí que nem é tão sensacional - sinceramente, prefiro a demo da maior parte das músicas (axumpoucobao, art bitch).

mas é claro que é bom. já trouxe pro trabalho e já tô fazendo dancinhas na cadeira.

algumas músicas me impressionaram. sério. é uma banda nacional, pô.

(e se alcohol não tiver samples do jogo do master/mega do mickey, eu exploda)

debaixo do lençol ele gemia em ré bemol

from all the bitches, the one i wanna be is music
music is my beach house
music is my hotel
music is my king-size bed
music is where i meet my friends
music is my hot hot bed
music is my hot hot sex
music is my bedroom

my music is where i'd like you to touch.

(claro-que-sim! fui-escoteira-mirim!)

the way you move is right on time

agora, só organizo festas improvisadas e pequenas. e sem essa margem de erro absurda.

muito estresse ter que pensar no tamanho de uma suíte pra um número indeterminado de pessoas.

mas eu volto pra casa, ó. e vai ser bom.

Saturday, November 12, 2005

one last time i'll take a break

tinha esquecido (mentira, não tinha) o quanto Royal Tenenbaums é bom.
a trilha.
o clima.
o filme.

a margot :~

bom demais. mesmo sendo sessão-olinda, compensou a distância. (L)
já quero que amanhã seja assim também. e depois, e depois, e depois.

we'll never sleep (god knows we'll try)

esses dias tem sido no mínimo inconstantes. mil coisas pra fazer, resolver, festas, problemas com o carro, em casa, feriado, trabalho, doença, faculdade (!!!)

e aquelas velhas inconstâncias de sempre. as conversas que começam bem e terminam mal. as que começam mal e terminam bem. a respiração pesada que ninguém entende, e que só de pensar em tentar entender a coisa perderia a graça. muito carnivale, lars von trier e aprendizado tarológico - sim, porque eu serei madame um dia, alguém quer uma consulta?

e, embora tanta coisa aconteça, eu tô me sentindo no puro ócio. voltei a me sentir mal por não estar produzindo nada criativamente. não conseguir escrever, formular frases muito longas, ou até posts bobocas aqui. as coisas andam muito rápido do lado de fora, mas na direção oposta que elas funcionam do lado de dentro. fica difícil transpôr.

sei lá. acho que é questão de ter uma boa noite de sono e relaxar fisicamente mesmo. se é que isso é possível com o calor do meu recife.

Wednesday, November 09, 2005

eu tenho medo do launch.com

minha rádio virtual tem a delicadeza assustadora de escolher as músicas mais adequadas para os meus dias. hoje, ela me agraciou com Don't Deconstruct, do rilo kiley (a letra tá aí embaixo). logo em seguida veio Beautiful, uma das mais fodas do cd novo da aimee mann. ("all i have to do today is make you happy")

e daí, tchararam. to be free, da emiliana torrini, que traduz tudo, né.

it shouldn't hurt me to be free
it's what i really need to pull myself together
but if it's so good being free
would you mind telling me
why i don't know what to do with myself?


esse post provavelmente será editado mais tarde, pq eu ainda to ouvindo. agora tá tocando The She.
something is changing inside of me
colors seem darker in light
and i don't know what that means
but it's not a good sign

you can just add them upthen you could memorize prehistoric bones
all of those old memories you can push them out and prep yourself for brand new information

don't deconstruct and then fill me in
i'm not that basic i swear
i've had enough of break downs and diagrams

judging from picture books apparently heaven is a partly cloudy place
and if the sky opened up and they let you in and gave you a formal invitation
would you go?
you can work from home

Monday, November 07, 2005

just as sincere as a dog

não é resumir. porque não dá pra resumir. não dá pra dar um rótulo. dá pra fazer metáfora. mas não dá pra dizer o que foi, ou o que é, ou o que vai ser, usando uma palavra pra cada.

eu perdi o chão. se apaixonar é perder o chão. de uma forma boa, claro. mas deixou de ser bom, a sensação de não ter nunca onde pisar, de ser sempre terreno perigoso. muita minha estourou na minha cara. e eu também amava isso, e voltava sempre que nem cachorro que come a comida nos lábios por quem está apaixonado. sem hipocrisia nenhuma, sempre querendo viver tudo até o final.

o problema foi perceber que seria o final de mim. seria o final das duas. seria o final de tudo. ia bater como um carro que é dirigido negligentemente: num minuto havia a estrada, depois só céu.

foi desgaste demais. e eu preciso cuidar do que sobrou. porque precisava sobrar alguma coisa. tinha que sobrar. pra poder ser garantido depois, numa melhor época, numa melhor condição.

eu preciso de um chão pra bater a cara. ou eu nunca vou levantar.

ok, pode ser hipócrita ou covarde.

mas eu preciso me proteger. antes que eu enlouqueça. e aí, não sobra mais nada.

eu tenho as melhores histórias com assaltos ou não?

dois irresponsáveis discutem um trabalho que deveria ter sido feito para hoje à tarde, de foto, em que a gente tinha que escolher uma personalidade pra tirar uma foto de personagem.

eu  diz:
vc devia ter dado alguma noticia, oi
lag diz:
grega, carol e tu então não tem culpa de nada?
eu diz:
a gente pelo menos foi lá
eu diz:
e fomos assaltadas ainda por cima
lag diz:
o_O
eu diz:
a gente podia dizer q levaram a camera
tula  diz:
q tal?
lag diz:
e levaram?
eu diz:
nao
eu diz:
foi o assalto mais merda do mundo
eu  diz:
nao levaram nada
eu  diz:
só 10 reais de grega
lag diz:
eu achava q tu tava tirando onda dessa história de ir pro antigo tirar foto da mulher dos cachorros
eu  diz:
nao ia ser necessariamente dela, mas de qq pessoa mais ou menos famosa q a gente visse
lag diz:
podíamos tirar foto da tua tia que é artista plástica e dizer q ela é famosa e ponto
eu diz:
hahahahahaha
lag diz:
eu tow falando sério... o pior é isso
eu  diz:
ahn
lag diz:
daí conta desse assalto ontem e leva a foto quarta
lag diz:
sim... e o assalta como foi?
eu  diz:
dois mongos chegaram pedindo 1 real
eu  diz:
aí a gente ia dar
eu  diz:
eu tava com o celular na mao
eu  diz:
aí eles
eu  diz:
ISSO É UM ASSALTO, OK
eu  diz:
na praça do arsenal, com mil pessoas ao redor
lag diz:
o_O
eu  diz:
NAO GRITEM, OK
eu  diz:
PODE PASSAR TODO O DINHEIRO AE
eu  diz:
aí um dos mongos sentou do meu lado
lag diz:
eles não quiseram levar o teu celular?
eu  diz:
o outro ficou discutindo com a grega e carol e esse do meu lado
eu  diz:
"pode passar o celular q tá aí na sua mao e todo o dinheiro"
eu  diz:
aí eu dei o celular
eu  diz:
e mostrei q só tinha 2 reais pro flanelinha - pobre é foda
eu diz:
e só isso e o celular (com a camera NA BOLSA)
lag diz:
então ele levou teu celular?
eu  diz:
calma
eu  diz:
aí depois julya deu os 10 reais
eu  diz:
e o cara q nao tava do meu lado fez "devolva o celular da moça, vá"
eu  diz:
"VIU? TO DEVOLVENDO O CELULAR DELA, NAO CHAMEM NINGUEM"
eu  diz:
"TÁ TUDO BEM"
eu  diz:
e apertaram nossas maos
eu  diz:
AHAHAHHAHA
lag diz:
O_O
lag diz:
que medo
eu  diz:
e a grega
eu  diz:
'FOI UM PRAZER'
tula  diz:
AHHAHAHAHHAHAH
lag diz:
HAHAHAHAHAHAHAHAA
eu diz:
a grega tem o melhor senso de humor
eu  diz:
digo logo

os dois fulanos foram comer com o dinheiro da grega quase ao lado da gente. saí correndo do recife antigo logo em seguida. o namorado da grega apareceu e foi atrás dos assaltantes, que saíram correndo. antes de eu ir embora, eles tavam indo procurar um policial. eu heim.

Saturday, November 05, 2005

the big 2 came along

eu tenho medo desse dia do ano. sempre significa que muita coisa acabou.
e acabou, mesmo. por escolha minha ou não, toda a minha estrutura de sobrevivência mudou nesse ano. gente saindo de casa. trabalho. greve. gente nova. gente que eu pedi pra sair pela porta da frente.
a verdade é que esse mês foi foda. e eu nunca sofri um inferno astral tão intenso como nesse ano. então fica difícil fazer um balanço e dizer que tudo foi para o meu bem, quando eu ainda não tô "fora" da situação suficientemente.
agora eu sei que a maioria das escolhas que eu fiz, pra variar, não foram só por mim. e, pelos outros, eu ainda acho que fiz a coisa certa.

se vai funcionar pra mim, não sei. depende da minha força de vontade.

definitivamente, se esse mês fosse uma carta de tarô, seria A Torre.

e quem sabe, ano que vem, a carta seja O Mundo. se bem que eu nem tô com tanta pressa assim pra ver minha vida entrar nos eixos.

no momento, me contentaria com uma Rainha de Copas.

Friday, November 04, 2005

Would you help me pack my bags
I might be leaving
I need some sweet assistance
While I'm stealing
Some of your time
I hope that's fine

And I've got photographs
Of all you all I'm needing
Forgiveness if I
Left you all believing

That I'm the one
Cause I feel like none
And I need something
To direct me to it

Cause I'm a frequent flyer
A notorious liar, ohh
But I can't get close enough
I never get close
I can't get close enough

I would love to tell my story
From the ending
But the story's getting thin
From heavy spending
And I need my man
And I need a fence
And I need someone to protect me
From the wench

I'm a frequent flyer
A notorious liar, ohh
But I can't get close enough
I never get close
I can't get close enough

To the ending
I can't get close enough, I, I, I
I can't get close enough
To the sun
I can't get close enough

I'm a frequent flyer
A notorious liar, ohh
But I can't get close enough
I never get close
I can't get close enough
It seems

ô, ingenuidade.

mostramundo - há quanto tempo eu no vou no cinema?

até agora, eu quero:

SHOPPING RECIFE

dia 06 (Domingo)

14:00 - Caché - 117'
16:20 - O Gosto de Chá - 143'
21:30 - A Criança - 100'

dia 09 (4ª feira)

17:00 - Amor à Flor da Pele - 90'

dia 11 (6ª feira)

21:00 - Manderlay - 134' * só para convidados

Thursday, November 03, 2005

se eu não tivesse bebido demais...

hoje eu acordei. levantei. me vesti. calcei sandalia. saí do quarto. dou três passos pra frente.

*crec*

olho pro chão.
coitada da barata, never saw it coming.

inferno astral mode: on

o mundo é injusto comigo. não que eu não ache que a gente pede mais do que pode aguentar. mas então, eu sou masoquista. serio. aliás, as pessoas sao injustas comigo. no sentido de exigir demais. e eu sempre deixar, nunca impôr certos limites. o amor da minha vida exigiu que eu aguentasse de longe o tempo perdido dela, ao mesmo tempo em que exigia para que eu agisse como quem não perdeu tempo nenhum. meus amigos exigem que eu aguente o senso de humor exageradamente ácido deles. minha família exige que eu tenha 13 anos pra sempre. meu trabalho exige que eu ache legal traduzir textos mongóis a manhã inteira. minha faculdade exige que eu fique em casa olhando pra parede, curtindo meu tempo jogado fora. o mundo exige que eu termine o movimento de translação pela vigésima vez. e eu aguento porque sei que também exijo demais. seria hipócrita da minha parte não aguentar. o problema é ver que o mundo não aguenta. ele se recusa a rodar quando o jogo muda de posição. é engraçado, porque, aí, só eu apanho. e um dia eu canso de apanhar. e viro pro amor da minha vida pra dizer que não aguento mais. e viro pros meus amigos pra dizer que quero sair menos com eles. e viro pra minha família e não digo mais pra onde fui ou a que horas volto. e viro pro meu trabalho e não faço nada a manhã inteira. e viro pra faculdade e falto as únicas duas aulas que tenho. e viro pro mundo pra lembrar que eu também tenho meu próprio movimento de rotação. e que cansei de ter que sacrificar as pessoas que eu mais amo. o problema é que o tapa é muito mais forte quando vem delas.

acho que nunca me senti tão sozinha. e talvez tenha sido eu quem escolheu assim. mas pelo menos, não tô levando porrada. diretamente.

everything you think you know, baby, is gone

qual a sensação de pegar no telefone e ver que sou eu?



nada?

Tuesday, November 01, 2005

tonight, your ghost will ask my ghost...

a verdade é que eu esqueci como se faz pra pensar só por mim.
pensar que agora os meus dvds, livros e cds são só meus.
e os móveis sou eu quem vou escolher, sozinha.
e a cama não precisa mais ser de casal.
nem o conjunto de toalhas.
e a meia é parte de um par que se perdeu.
e o anel nunca foi meu, mesmo.

porque eu deveria sentir falta do que não foi?